Livre das quatro rodas
Dicas para deixar o carro e aproveitar mais – e melhor – a sua cidade.
Alternativas boas e corretas de transporte
Como rotina diária de quase todo o brasileiro, suportar trânsito e congestionamento será sempre visto como um hábito nada agradável. É fácil encontrar motoristas que preferem conduções alternativas a carros para fugirem dos engarrafamentos durante o caminho ao trabalho ou aos estudos.
Segundo uma pesquisa recente da instituição “Nossa São Paulo/Ibope – Dia Mundial Sem Carro″, quase sete em cada dez paulistanos (68%) avaliam o trânsito em São Paulo como ruim ou péssimo. Com uma frota de 5,7 milhões de veículos, o motorista gasta diariamente, em média, 2 horas e 42 minutos no deslocamento para todas as suas atividades.
Mais gente também está, cada vez mais, deixando o carro em casa. O levantamento ainda aponta que mais pessoas estão dispostas a usar o transporte público – de 40% em 2009, a proporção ano passado subiu para 52%. Em dois anos, o porcentual de quem usa o veículo todos ou quase todos os dias caiu de 30% para 26%.
Para o arquiteto e urbanista Bruno Corrêa, a mentalidade, principalmente dos paulistas e paulistanos, está mudando à medida que a malha de transporte cresce e abre mais oportunidades. “Com as novas estações de metrô, por exemplo, o aumento do número de pessoas que deixam o carro em casa dão margem a esta nova concepção”, explica.
Transporte coletivo: saída mais rápida
Mesmo com o avanço do número de estações, a maioria dos paulistanos (67%) – segundo a pesquisa divulgada – concorda que o setor de transporte coletivo deveria receber mais atenção dos governos. A lotação das conduções é outro problema grave, que junto ao alto valor das tarifas, é o pior quesito para os cidadãos.
A frota veicular de São Paulo é como uma avalanche, cada vez maior e mais perigosa. É praticamente impossível circular, de carro, em pontos como a Avenida Paulista ou em outras vias de grande movimento por toda a cidade até em horários fora do “horário de pico”.
“Para quem tem a possibilidade, faz bem começar a adotar algumas atitudes conscientes, como deixar o carro em casa duas vezes por semana”, sugere o urbanista. Para uma opção à desordem cotidiana de fumaça, buzina e poluição, nunca é demais pensar em novas escolhas para reduzir a emissão de gases na atmosfera.
Falta de espaço e incentivo às atividades físicas
Segundo o urbanista, a progressão de frota versus espaço geográfico nunca foi tão desequilibrada e nociva ao meio-ambiente. Com uma visão realista da situação, Corrêa afirma que a capital paulistana pode parar em cinco a 10 anos. Além disso, no campo econômico, a cidade pode perder competitividade no mercado externo pelas dificuldades de mobilidade. Para ele, evitar que São Paulo piore, seria necessário construir todos os anos oito grandes avenidas e, em cada uma delas, a formação de novos corredores de ônibus.
Se o aquecimento da economia nacional facilitou o acesso ao carro próprio e o número de veículos nas ruas aumentou 25% nos últimos dez anos, a infra-estrutura viária da capital não cresceu mais que 6% no mesmo período. Para que o cidadão deixe efetivamente o carro em casa, Corrêa sugere uma solução sensata e óbvia: transporte público de qualidade. “Principalmente o metrô”, diz ele.
Além da redução da emissão de gases poluentes, as pessoas serão beneficiadas com a prática frequente de atividades físicas. “Caminhar de um destino ao outro, diariamente, e até o aumento de ciclovias, faz com que criamos novos hábitos e atitudes. A rotina modifica a mentalidade da população para uma melhor qualidade de vida. Com o uso do transporte individual isso dificilmente ocorrerá”, define Corrêa.
Lugar de carro é na garagem
Pequenas atitudes que você pode tomar para evitar o aquecimento global e o caos nas ruas:
- A ideia é combater a poluição do ar e estimular a adoção de outros modos de transporte, seja de ônibus, metrô, trem ou bicicleta. Analise suas necessidades e escolha a saída mais confortável – e não a mais econômica.
- Deixando o carro em casa você é obrigado a andar mais ou pedalar. E atividades como caminhar ou andar de bicicleta emagrecem, fortalecem os membros inferiores e ajudam a regular a pressão arterial, o sistema respiratório, os níveis de colesterol e a condição cardiorrespiratória.
- Para completar, as atividades físicas do dia-a-dia ainda queimam calorias: uma caminhada de 15 minutos da sua casa até a padaria, por exemplo, gasta cerca de 100 calorias, o equivalente a um bombom.
- Optar por transportes coletivos ou pelas caronas com amigos ou colegas, além de reduzir o número de carros em circulação, pode ser mais divertido. Dá para ir batendo um papo, sem contar as chances de conhecer melhor gente bacana.
- O estresse será bem menor do que no trânsito, o que, aliás, faz muito bem ao coração.
- Se você está pensando em comprar uma moto para se locomover mais rápido, desista. O estresse será ainda pior, você competirá espaço não só com carros, mas com caminhões, ônibus, pedestres e (muitas) outras motos. Já pensou nisso? Não arrisque sua vida.
Conheça o site brasileiro do movimento “Dia Mundial Sem Carro” e participe:
http://diamundialsemcarro.org/
A Unilever apoia atitudes saudáveis e cria produtos especiais, como Ades e Becel, para você cuidar do seu coração. Deixando o carro em casa você pratica exercícios físicos e ainda protege o planeta! |
Fonte adicional: Dicas em Saúde: Saúde do coração (Ministério da Saúde) http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/63saude_coracao.html |

