Sopa: para todos os gostos e climas
Com o tempo frio ou quente, como entrada ou prato principal, a sopa é uma opção versátil e, geralmente, saudável de alimentação.
Sopa: para todos os gostos e climas
A “fumacinha” saindo da boca não deixa dúvida: chegou o inverno. É hora de tirar do armário casacos, luvas, cachecóis, gorros, tudo o que é utilizado para esquentar. Mas, muitas vezes, as pessoas também precisam da sensação de “calor interno”. É nesse momento que entram em ação os tradicionais cafés e chás, além de uma das opções mais versáteis: a sopa.
“A sopa é uma preparação muito consumida no inverno, pois, além dos outros benefícios, aquece o corpo, é leve e passa uma sensação gostosa e confortável”, analisa a nutricionista Bruna Dinalli, da clínica Biodiet.
Os caldos são, realmente, uma alternativa interessante para os dias frios e não só pelo fato de esquentarem. “Nesse período, o consumo de água automaticamente é reduzido, já que a transpiração é menor. Nesse caso, a sopa é uma boa fonte de hidratação, por ser muito rica em água”, explica a nutricionista.
Entrada ou prato principal
Mais do que uma opção saudável (pode ser consumida à noite, pois não pesa no estômago), a sopa é, também, uma refeição bastante flexível. “Uma boa sopa serve tanto de entrada como de prato principal. O ingrediente fundamental pode ser legume (sopa de cebola), alguma carne (canja, com frango) ou, até mesmo, um misto, como o caldo verde (batata, couve e lingüiça)”, comenta o chef de cozinha Ricardo Paulillo, da Casa dos Chefs.
Dependendo da composição, os caldos podem, inclusive, ser utilizados como uma refeição completa. “É possível desde que possua todos os grupos alimentares: carboidratos, proteínas e gorduras de boa qualidade. São preferíveis as sopas com talos e pedaços de legumes que necessitem ser mastigados, pois podem ajudar mais na saciedade, em vez das batidas”, esclarece Bruna.
Caso a sopa não conte com todos os ingredientes necessários para uma refeição completa, são muitas as maneiras de complementá-la. “No caso de não ter carboidratos (batata, arroz, macarrão) ou se estiverem em pouca quantidade, normalmente acompanha-se com pães. No caso de uma sopa de feijão com macarrão, por exemplo, substituir o pão por torresmo ou alguma outra carne pode ser uma boa alternativa”, sugere Paulillo.
“Use a criatividade, inove e capriche nas sopas, elas aquecem e trazem uma sensação de leveza à noite. Aproveite os alimentos da época e varie a cada preparação”, incentiva a nutricionista.
Sopa fria?
Está enganado quem pensa que sopa fria é apenas aquela que sobra na panela. Esse modo de preparo, que recebe o nome de gaspacho, é uma opção que deve ser considerada em um país como o Brasil, que normalmente apresenta temperaturas altas. “É uma sopa fria de legumes, muito interessante para os dias quentes. Os ingredientes são processados crus, não perdendo suas fibras e vitaminas, tendo a mesma função de uma salada”, explica o chef.
Se de um lado está o gaspacho, uma opção defendida pelos especialistas, do outro há também o consenso de que as sopas podem, sim, ser gordurosas e, de certa forma, prejudiciais. “Quando muito cremosas, engrossadas com leite e farinha, ficam bastante calóricas. Sopas apenas a base de carboidrato, como por exemplo, só de batata, devem ser evitadas, pois são alimentos de rápida digestão, que causam fome logo após o consumo ou exagero. A sugestão é incluir um alimento de cada grupo”, orienta Bruna.
“As sopas podem ser tão calóricas como qualquer outro prato. Para evitar, é necessário conhecer os elementos que estão sendo usados e saber se está de acordo com o que é pretendido na refeição. O mais importante é conseguir sabor com os principais ingredientes (legumes, carnes) para não ser necessário adicionar uma quantidade grande de gordura (creme de leite, por exemplo)”, sentencia Paulillo.




